terça-feira, 25 de agosto de 2009

Piratas do Brasil

Diário de um estrangeiro

Bom para ambientar esta história, ou melhor, este relato de caso, vou voltar ao sábado dia 22 de agosto de 2009. Quem acordou cedo e foi à faculdade assistir a aula de Removível, deve se lembrar do professor Stegun, falando algumas vezes sobre o jeito “pirata” de ser. E também e principalmente devem se lembrar da necessidade de um momento durante a semana para descontrair, denominado por ele o “happy hour”.
Bom sai da faculdade com isto na cabeça, tava precisando de um happy hour depois da semana que tive, então, indo para casa parei em um mercadinho lá perto e fui comprar umas kangibrinas para aproveitar o resto de sábado. Peguei algumas coisas e me direcionei ao caixa, a atendente muito simpática me tratou muito bem e até perguntou se queria Nota Fiscal Paulista, no momento deu um branco não lembrava o CPF, então deixei para lá. Viram como realmente precisava de um happy hour.
A moça passou minhas pingas e disse o valor. Dei uma nota de 20 reais para pagar e fiquei esperando o troco, enquanto ela contava o meu troco, eu acompanhava mentalmente, sabe como é minha mãe sempre mandava conferir o troco.
Ela abriu a registradora e percebi que ela ia me dar o troco como se eu tivesse lhe dado uma nota de 50 reais, inclusive a nota de 20 que eu havia dado ele estava me devolvendo. Ela conferiu duas vezes mais e não percebeu. Bom, quando ela foi me dar o troco pedi para que ela conferisse mais uma vez. Ela ficou sem graça e disse que tinha certeza que não estava faltando dinheiro. Então eu falei que na verdade tinha dinheiro a mais, que eu havia dão uma nota de 20 e ela estava voltando o troco como se eu tivesse dado uma nota de 50.
Naquele momento pareceu que ela estava tendo um contato imediato com um extraterrestre, me senti um estrangeiro que não sabe nada sobre os costumes e manias do lugar. Fora isso eram os olhares das outras pessoas que estavam na fila, nem quero imaginar o que se passava pela cabeça deles, mas como acredito que nossas atitudes não podem ser condicionadas pela opinião dos outros tanto faz.
Ela me agradeceu, disse que era comum ela errar o troco, mas que era a primeira vez que alguém falava. Disse que eu não era “normal”, confesso que já ouvi isso outras vezes, mas nunca por ter sido honesto, ai me veio a frase do Stegun, sobre jeito pirata de ser. Sério! Sai de lá me sentido estranho, não pela minha atitude, mas pela reação dos presentes.
De qualquer forma, fica instituído desde já que sábado é dia de happy hour.
No mais, cada cabeça uma sentença e cada um sabe o peso que leva na consciência. Eu, não sei se pelas bebidas ou pela ação dormi muito bem obrigado.
A pergunta que fica é:
- De onde veio e para onde vai nos levar essa mania de querer sempre levar vantagem em tudo?

2 comentários:

  1. EH meu filho... somos romanticos em terra de céticos. Desencana disso, vivemos em um mundo diferente daquele que fomos preparados para encarar. O futuro desse país não somos nós ( pq possivelmente muitos daremos linha na pipa e iremos para outro lugar) mas o povo da vantagem, os malandros os espertos...depois que so sobrarem eles e eles devorarem uns aos outros nós voltamos...

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  2. é óbvio que para ter escrito esses comentários acima ou abaixo, nao sei onde vai aparecer, eu tb tinha tomado um gole de marvada.

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